Por que exercitar a memória é importante para nossa saúde?

Você sabe a importância da prática de exercitar a memória, principalmente durante a terceira idade? No artigo de hoje traremos não só a resposta dessa pergunta mas também boas práticas para ajudar você a exercitar sua memória.

Com o passar dos anos, nosso corpo sofre diversas mudanças, tanto do lado de fora quanto do lado de dentro. Uma importante mudança interna, que altera toda nossa forma de viver, é a memória.

Lá pelos 40 anos, a nossa capacidade de armazenar informações tende a decrescer significativamente. Assim como nosso corpo, a mente não pode parar de trabalhar. Da mesma forma que exercícios físicos fortalecem os músculos, exercitar a memória fortalece seu bom funcionamento.

De acordo com pesquisas, o comprometimento da memória está relacionado a dversos fatores, não só o envelhecimento em si. Dentre esses fatores estão os fatores sociais, ambientais e biológicos.

Entender a necessidade de trabalhar a mente é valorizar a promoção da saúde e da autonomia. Seja idoso ou não, esse trabalho deve ser feito durante toda a vida, para que futuramente não se torne um problema irreversível.

 

Por que exercitar a memória?

memória

 

A memória identifica-se como o dispositivo de armazenamento de informações. Esse armazenamento permite tanto o acesso quanto o reconhecimento dessas informações. Sendo assim a questão do esquecimento está vinculada à capacidade de ordenação e reconhecimento das informações guardadas, e nem tanto no armazenamento em si.

Uma das grandes justificativas para exercitar a memória é relacionada à prevenção. Como dissemos, o principal problema do esquecimento é a dificuldade de armazenar e encontrar as informações que estão perdidas. Dessa forma, estimular a memória previne que essa capacidade de encontrar aquilo que está na nossa mente seja potencializada.

Assim como o exercício muscular, o exercício para memória trabalha como uma medida de prevenção. Sendo assim, a prática deve ser feita não só quando é identificada uma deficiência cognitiva. A prática deve ser feita com o intuito de trabalhar contra situações futuras e a favor da redução de chances.

Para trabalhar o corpo, sabemos que as atividades físicas como aeróbico, musculação, natação são grandes parceiros do coração e dos músculos. Se você já conferiu nosso infográfico sobre as atividades para idosos, já sabe quais são as atividades mais recomendadas.

O importante é praticar as duas coisas. Mostramos no nosso infográfico como pesquisas no campo da saúde para idosos mostram a relação entre as atividades físicas e os reflexos nas funções cognitivas.

Uma das grandes descobertas dessa relação foi realizada pelo Instituto Nacional sobre Envelhecimento dos Estados Unidos na pesquisa How High Blood Pressure in Middle Age May Affect Memory in Old Age. Este artigo refere-se a como a hipertensão na segunda idade pode afetar a memória na terceira idade. Segundo a pesquisa, pública através do artigo, a hipertensão afeta as funções cognitivas do cérebro a longo prazo.

Durante a pesquisa, foi descoberto que aqueles que possuíam histórico de pressão alta tiveram resultados de lesões cerebrais. Essas lesões podem agravar o encolhimento do cérebro e como consequência, problemas de memória.

É conhecido que as atividades físicas são uma boa alternativa para aqueles que buscam melhorar a pressão arterial. O ministério da saúde aponta o exercício físico como uma das formas mais indicadas de redução dos riscos.

As atividades físicas tem um importante lugar de destaque na nossa saúde. Apesar de ajudar muito o desempenho das nossas funções cognitivas há atividades exclusivas à mente que trazem bons resultados.

 

Veja a nossa lista sobre como exercitar a memória.

 

  • Uma dica muito recomendada é desligar o “piloto automático” das suas atividades diárias. Isso significa basicamente, alternar caminhos que você percorre frequentemente, mudar a rotina, inverter a ordem das atividades.
  • Vamos supor que todos os dias você faz o mesmo caminho para ir à ginástica. Sair do piloto automático significaria mudar a rota, invés de ir pela rua X ir pela rua Y. Isso é algo simples, que pode até parecer muito banal para mudar alguma coisa mas não é.  Alterar a rotina estimula o pensamento e desvia que seu corpo aja inconscientemente.

 

  • Evite o cigarro e o álcool. Esses dois elementos são nocivos ao bom funcionamento da memória. Além disso, eles contribuem para a hipertensão, e como mostramos acima a hipertensão é inimiga da saúde do nosso cérebro.
  • Faça uso de medicamentos apenas quando há recomendações explícitas médicas. Vários medicamentos podem ser prejudiciais à nossa memória.
  • Leia muito, livros, revistas, jornais. Faça dessa atividade um hábito. Seja qual for a idade a leitura sempre foi considerada um boa forma de exercitar a mente. A leitura abre caminhos para o conhecimento ao mesmo tempo que trabalha nosso cérebro de maneira saudável.
  • Evite simplificar o seu raciocínio. Faça contas quando ir às compras, tente estimar o valor total com contas na cabeça. Não espere saber o valor do troco quando o atendente te devolvê-lo, faça as contas do troco antes disso. Em casa, confira as contas fazendo os cálculos de cabeça.
  • Converse consigo mesmo. Isso pode soar estranho aos demais, mas é uma boa forma de memorizar. Esse hábito pode ajudar muito a lembrar de remédios que foram tomados, ou outras atividades. Tente não só falar em voz alta mas ficar atento e não fazer no automático como dissemos acima. Olhe bem para a cartela, olhe em seguida para um relógio ou calendário com atenção quando tomar o remédio. Assim, será mais fácil visualizar a lembrança.

 

Seja jovem ou idoso, exercitar a memória é uma prática constante de prevenção de diversas doenças cognitivas. Além disso, praticar exercícios mentais ajudam no raciocínio e muitas vezes até no pensamento crítico.


Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *